A importância tem sido preterida em grande parte das abordagens acerca dos fenômenos da comunicação, como se a não unidirecionalidade da produção de sentido resolvesse toda a questão, inclusive eliminando o problema das distorções quanto ao acesso à produção e consumo de bens simbólicos. Além do mais, é sabido como a ação do Estado, bem como dos agentes econômicos e, de modo menos expressivo, dos movimentos sociais, imprimem significado às dinâmicas e produtos.
No caso da comunicação, essas relações são demarcadas por privilégios, coronelismos e outras aproximações, além da sabida identificação de classe que demarca as atividades empresariais no capitalismo, tudo isso pela capacidade da cultura de agir sobre o simbólico, o que é reconhecido por todos os agentes participantes desses processos de domínio e sedução.
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